O retorno


SOBRE COMO EU VOLTEI PARA O CAMINHO DE DEUS


É tão engraçado quando estranham que eu- enquanto da área das artes - sou direita. Pois bem, contarei como eu tive o insight que a esquerda era de gente burra. Contextualizarei primeiro que houve na arte um processo de radicalização. 

Walter Benjamin (marxista frankfurtiano idolatrado nas universidades) escreve na "A Obra de Arte na Era de Sua Reprodutibilidade Técnica", de maneira bem direta, que a obra de arte tradicional é fascista e que aliena o trabalhador de suas raízes revolucionarias; que essa arte deveria ser destruída (ele descreve  como) pelo bem da revolução. No geral, ele sentiria orgulho da Bienal de São Paulo. De acordo com ele, só a obra de arte revolucionaria faria as pessoas perceberem que o capitalismo era cruel e mimimi. De fato, foi diante uma obra de arte revolucionaria que minha consciência politica deu um estralo.

Fiquei meia hora diante um monte de terra com macarrões enfiados dentro imaginando que: ou era muito burra ou estava sendo feita de idiota. Como toda a Bienal era aquele tanto de merda, percebi que eu estava sendo feita de idiota. Então, percebi que não havia coerência no que a esquerda pregava, afinal: eles me disseram que aquilo era arte, mas não era. Não importa o quanto usassem o discurso (incoerente) da relatividade. E foi assim que Ferreira Gullar apareceu na minha vida e eu amei ele. Então, eu voltei para o caminho de Deus. 


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