Menos feminismo, Mais família imperial,

O feminismo sempre se apropriou de conquista de outras pessoas. No video, eu falo sobre como devemos a educação as mulheres, não ao feminismo, mas a nossa Família Imperial. Os Orleans e Bragança, sim,  ajudaram muito mais as mulheres do que o feminismo.



A educação feminina no Império. O que a família imperial teve a ver com isso?
A Constituição brasileira de 11 de outubro de 1823, art. 179, estabelecia que a instrução primária era gratuita para todos os cidadãos e nada mais. A partir da lei de 15 de outubro de 1827, o ensino primário foi transformado com a criação das escolas de primeiras letras em todas as cidades, vilas e lugarejos do país e instituído o Método de Lancaster. Em 1826, foi implantada em cada convento do Brasil uma escola para meninos e em cada casa de religiosas uma escola para meninas, uma verdadeira revolução para a época, já que desde a era colonial tal interesse era ignorado. ( José Antonio Tobias, História da Educação Brasileira, 2a ed. São Paulo: Juriscredi Ltda, p. 203-204. ) 
O que de interessante notamos, é o uso freqüente das palavras “instrução”, “ensino”, “ensinar”. A palavra educação já aparecia, em 1927, quando se fundou o Seminário da Glória, destinado “à educação das órfãs pobres”, em que se afirmava existirem 29 “educandas”, que recebiam instrução primária. Foi ainda criada “uma casa de educação” annexa à capela de N. S. Aparecida de Guaratinguetá e por ela sustentada. Em Aparecida havia outra casa de educandas. Pelo que se depreende dos textos, por educação se entendiam o atendimento e o cuidado desses (as) que transcendiam instrução primária elementar. (...) Também a palavra seminário não se referia apenas ao internato de candidatos ao sacerdócio, mas também a uma instituição de acolhimento e de educação a pobres órfãos (órfãs).
(....) Seminário das Educandas, depois, Seminário da Glória, foi fundado na Capital paulista, em 1825, por Lucas Antônio Monteiro de Barros, Visconde de Congonhas, sustentado pela Província, (...) os cursos ministrados incluíam leitura, caligrafia, quatro operações aritméticas, português, e princípios de moral e religião católica, arte, culinária, bordado, engomado, música e dança. 
(...)A mulher devia ser educada, segundo o relatório 16 , sabendo defender a sua honra e o decoro de seu sexo, quer constituindo família, quer governando sua pessoa, (...). 

No ano de 1825, D. Pedro I autorizou o funcionamento do Seminário da Glória, de iniciativa do Estado e não mais das ordens religiosas e abrigava desde as filhas de militares em serviço ou órfãs daqueles que haviam 29172 morrido na Guerra da Independência mas também a brigava meninas desamparadas ou que precisavam se afastar temporariamente das famílias, nesse espeço aprendiam a ler, escrever, bordar, cozinhar e eram protegidas “dos vícios e depravações dos costumes” (ARANHA, 2006, p. 229).
(...) em 19 de abril de 1879, D. Pedro II fez aprovar uma lei autorizando a presença feminina nos cursos superiores. A decisão do Imperador deveu-se ao episodio vivido por Augusta Generosa Estrela, que tenso se diplomado em Medicina em New York, em 1876, com uma bolsa de estudos concedida pelo próprio imperador, foi impedida de exercer a profissão dao retornar ao Brasil (Blay e Conceição, p. 50-56,1991)

Fontes:

ARANHA, Maria Lúcia de Arruda. História da educação e da pedagogia: geral e Brasil. 3.ed. rev. e ampl. São Paulo: Moderna, 2006.
BLAY, Eva Alterman e Conceição Rosana R. da. A mulher como tema nas disciplinas da USP. Cadernos de Pesquisa, n° 76, fev. p. 50-56, 1991
TOBIAS, José Antonio. História da Educação Brasileira, 2a ed. São Paulo: Juriscredi Ltda
http://www.histedbr.fe.unicamp.br/revista/edicoes/22/art06_22.pdf
http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/MariAGEs.html
http://educere.bruc.com.br/arquivo/pdf2015/19934_11310.pdf
http://www.academiamedicinasaopaulo.org.br/biografias/91/BIOGRAFIA-MARIA-AUGUSTA-GENEROSO-ESTRELA.pdf
http://www.uece.br/setesaberes/anais/pdfs/trabalhos/420-07082010-184618.pdf


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(depois vou escrever melhor isso, rs)

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